Quanto da torre o C1 enxerga
O LiDAR nunca vê a torre inteira: o lado oposto é ocultado pela própria torre. O que ele mede é um arco visível, delimitado pelas tangentes. Este estudo mostra como esse arco, a corda entre suas pontas e a quantidade de pontos variam conforme o drone se aproxima ou se afasta.
A curva que explica tudo
Duas grandezas em função da distância ao eixo. Elas se movem em sentidos opostos, e é essa oposição que define onde vale a pena voar.
O que está acontecendo
Por que o arco nunca fecha
De um ponto fora do círculo saem duas tangentes. Elas tocam a torre em dois lugares, e tudo o que
está além desses toques fica escondido atrás da própria estrutura. O arco visível é o trecho entre
as tangentes, e sua abertura vista do centro da torre vale
2·arccos(R/D) — sempre menor que 180°, por mais longe que o drone esteja.
A corda satura; os pontos não
A corda entre as tangentes vale 2R·√(D²−R²)/D. Conforme o drone recua, ela cresce em
direção ao diâmetro 2R — e nunca o alcança. Já aos 6 m do eixo ela está em 95% do máximo,
e aos 8 m em 97%. Recuar mais compra quase nada.
A quantidade de pontos, em contrapartida, cai continuamente: a torre ocupa
2·arcsen(R/D) do giro do sensor, e com passo angular fixo de 0,72° isso vira menos
raios acertando. De 6 m para 8 m do eixo o arco ganha 2 pontos percentuais e a fatia perde 26% dos pontos.
O limite não é gradual
Chegar perto demais degrada devagar — arco menor, mas dado abundante — e é limitado por folga física, não por medição. Afastar-se demais não degrada: desliga. Primeiro as pontas do arco saem de alcance e o arco é cortado; logo depois a própria face ultrapassa o limite e a fatia fica vazia.